RESENHA | Advocacia, Idealismo e Coragem – Depoimentos e estudos em homenagem a Carlos Roberto Fornes Mateucci

Por Nicholas Maciel Merlone


Carlos Roberto Fornes Mateucci foi diretor tesoureiro da OAB/SP (gestão 2013 - 2015) e presidente do CESA  (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados). A trajetória de serviços prestados à Ordem é destacada, tendo sido membro da Comissão das Sociedades de Advogados (2001 - 2009), conselheiro secional por duas gestões (2007 - 2009 / 2010 - 2012), presidente da primeira turma do Tribunal de Ética e Disciplina (2007 - 2009) e presidente do Tribunal de Ética (2010 - 2012). Graduado em Direito pela PUC/SP e especialista em Direito Coletivo e Difuso pela mesma universidade.

A coletânea em tela consiste em uma homenagem a Carlos Mateucci, não sendo, nem pretendendo ser, melhor que que nenhuma outra. Porém, segundo os organizadores, é possível dizer que foi idealizada e construída com verdadeiro amor. Igualmente, esperam que ela seja recebida da mesma forma. Que ela possa atender às funções de preservação da - e de reverência  à - memória do homenageado.

Inicialmente, a obra traz a apresentação por Mary Grün, Luis Otávio Camargo Pinto e Flávio Luiz Yarshell. Em seguida, oferece os depoimentos da família (Ana Carolina Mateucci, Maria Gabriela Mateucci e Thiago Mateucci). Então, traz depoimentos de operadores do direito que conviveram com Mateucci. Assim, passa-se aos artigos de autores convidados, como Alberto Murray Neto, Flávio Luiz Yarshell, Mary Grün, Luis Otávio Camargo Pinto e Ricardo Peake Braga, dentre muitos outros.

Neste instante, opto por trazer breves considerações do artigo de Braga, uma vez que seu trabalho é bem emblemático: "Carlos Roberto Fornes Mateucci, paradigma de advogado - Breves apontamentos sobre a advocacia."

De início, Braga aborda Mateucci enquanto paradigma de amigo: "Minhas recordações mais pessoais de Carlos Roberto Fornes Mateucci são verdes. Muitas vezes fomos juntos a jogos do Palmeiras. Mateucci, palestrino apaixonado, vestia sua camisa vintage, da Segunda Academia, a mesma envergada por Ademir da Guia, Leivinha e outros." (2026, p. 445)

Adiante, Brada aponta: "Sua luz não se apagou. Ao contrário, muitas vezes sinto sua presença, nas alamedas do Paulistano e do Palmeiras, tenho certeza que ainda hoje continua ajudando seus familiares e amigos, e servindo como referência de pessoa e de Amigo para todos os que o conheceram." (2026, p. 446)

Mais a frente, Braga reflete sobre a importância do advogado: "A melhor maneira de compreender os meandros da lei e da Justiça, de prevenir problemas e de resolvê-los é recorrer a um advogado. Tratar de assuntos jurídicos e realizar negócios sem a assessoria de um bom advogado é absolutamente temerário. As chances de erros são grandes, podendo resultar em graves prejuízos." (2026, p. 448)

A seguir, Braga pontua sobre a relação de confiança e sigilo profissional: "Tudo o que é dito a um advogado, [...] está revestido pelo sigilo profissional [...]." (2026, p. 450)

Depois, pondera sobre a ética do advogado e a defesa criminal. Posteriormente, postula sobre a relação entre advogados, juízes e promotores, citando o jurista italiano, Piero Calamandrei. Finaliza o artigo, por fim, apresentando Mateucci como paradigma para a advocacia, encerrando com os dizeres:

"Vale repetir: Sua luz não se apagou. Ao contrário, muitas vezes sinto sua presença, nas alamedas do Paulistano, nos corredores da OAB, ainda hoje ajudando seus colegas, inspirando e servindo como referência de Advogado para todos os que o conheceram." (2026, p. 458)

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Boa leitura!

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